FREGUESIA DE ANHÕES

 

INFORMAÇÃO SUMÁRIA

 

Padroeiro: S. Tiago.

Habitantes: 140 habitantes (I.N.E.2011) e 208 eleitores em 05-06-2011..

Actividades económicas: Agricultura e pecuária, construção civil e pequeno comércio.

Festas e romarias: Senhor do Bonfim (2º domingo de Junho e último domingo de  Setembro), S. Tiago (25 de Julho) e Nossa Senhora de Fátima (13 de Maio).

Património cultural e edificado: Igreja paroquial, mosteiro e capela do Senhor do Bonfim.

Outros locais de interesse turístico: Serra da Anta, nascentes do rio Gadanha, antas no alto do Mendouro e no sítio da Portela da Anta.

Gastronomia: Cabrito assado no forno a moda de Anhões.

Artesanato: Tecelagem de linho e de lã.

 

 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

 

Anhões, situado no coração da serra da Anta, dista quinze quilómetros da sede do concelho e ocupa uma área de 724 ha. Confronta do Norte com Lordelo e Trute; do Nascente com Longos Vales e Merufe, do concelho de Monção; do Sul com Sistelo, Loureda, Alvora e Portela, do conce­lho de Arcos de Valdevez; do Poente com Luzio do concelho de Monção. São seus lugares principais: Vilar, Aldeia, Redolho, Tomo, Outeiro, Carvalho, Campo, Rigueiro e Cividade.

 

RESENHA HISTÓRICA

 

Nesta freguesia está o ponto mais alto do concelho, no sítio conhecido por Castelo do Mendouro, onde se pode ainda encontrar sepulturas célticas (antas).
Concordam a toponímia e a arqueologia em atribuir a sua fundação e primeiro povoamento a épocas muito distantes.
No Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo, pode ler-se textualmente:
«Nas relações das igrejas de Entre Lima e Minho, pertencentes à Sé de Tui, organizadas em 1258 e depois em 1320, não vem mencionada a igreja de São Tiago de Anhões. Na avaliação dos mesmos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença, a que o arcebispo primaz D. Manuel de Sousa mandou proceder em 1545, figura como fazendo parte da igreja de São Veríssimo de Luzio, juntamente com metade da de Santo André de Taias. No Censual de D. Frei Baltasar Limpo, que respeita ao período compreendido entre 1551 e 1581, a igreja de São Tiago de Anhões era anexa à de Luzio. Como se refere no mesmo documento, Anhões juntamente com São Veríssimo de Luzio veio a ser anexada ao mosteiro de freiras de São Bento de Viana por 40 anos no tempo do Núncio Próspero de Santa Cruzada. Segundo os autores passou, mais tarde a vigairaria da apresentação das freiras do mosteiro de São Francisco de Monção. Em 1758, no Relatório dos Párocos, o direito de apresentação competia à Mitra. Na Estatística Paroquial, respeitante ao ano de 1862, há indicação de que o pároco desta igreja era apresentado pelo mosteiro da Conceição de Braga, para onde as freiras de São Francisco de Monção tinham sido entretanto transferidas. Segundo o Padre Cardoso, Anhões esteve sujeita no secular às justiças de Monção e no eclesiástico às de Valença.»
É nesta freguesia que o rio Gadanha, de grande importância para todo o concelho, tem as suas duas nascentes: uma, abaixo da Anta, em Portela da Anta, no local de Lamego, e a outra no monte das Forcadas, no sítio de Tedão. No sítio da Fisga, junto ao lugar de Vilar, os dois fios de água, até ali desirmanados, acabam por abraçar-se, engrossando, à uma, o caudal do rio.
Nas margens do Gadanha, paraíso procurado por pacientes pescadores de trutas­mariscas, sobrevivem ainda alguns moinhos, e nas matas da freguesia abunda a caça, com belos exemplares de veados, javalis, coelhos e lebres ou perdizes.
Espalhadas pela aldeia, preservam-se ainda algumas, poucas, genuínas casas típicas minhotas, rurais, de dois pisos e em granito, com magníficos canastros.
A igreja de Anhões, situada no lugar mais fundo da freguesia, é de construção simples, com três altares: o altar-mor, o do Coração de Jesus e o de Nossa Senhora de Fátima.
A Capela do Senhor do Bonfim foi construída em 1868 e a sua torre em 1958. No altar-mor pontificam as imagens de S. Mamede e S. Caetano. Os outros altares estão dedica­dos ao padroeiro e ao Imaculado Coração de Maria. O templo foi dourado e pintado, entre Maio e Junho de 1967. Os dois coretos do adro, em pedra e cobertos, datam de 1921 e 1922. Há ainda um pequeno oratório para celebração de missa campal.
Nas encostas da serra da Anta estão as Alminhas da Calçada. O nicho, com a marca de 1908, é em granito e protege uma pintura representando Santo António, Cristo Crucificado e o Anjo Gabriel.
A pequena população de Anhões, ensaiando embora alguma diversificação, vive quase exclusivamente da agricultura e pastorícia e das remessas dos emigrantes, não havendo praticamente família que não tenha no estrangeiro um ou mais membros, uma boa parte na Suíça.
Uma aldeia eminentemente rural, Anhões vive quase exclusivamente da agricultura e da pastorícia. Assim, cerca de 65% da população trabalha pequenas terras para auto consumo e apenas 5%, médias propriedades com uma certa rentabilidade. Os campos produzem sobretudo a batata, o milho, o centeio, forragens, vinho e hortifrutos. O sector primário tem registado algum investimento, devido sobretudo a iniciativas de jovens agricultores na área da pecuária. Não existe qualquer actividade industrial na freguesia.
Conforme informação da Junta de Freguesia não há desemprego e aqui não pode deixar-se de referir a emigração como um dos factores que de certo contribuem para esse facto.
No campo dos transportes, a circulação rodoviária é assegurada diária e regularmente por uma carreira de transportes públicos e uma praça de táxis. Um posto de correio itinerante garante diariamente a distribuição domiciliária da correspondência.
Como tantas outras freguesias, Anhões está dependente de Monção ao nível de serviços públicos e outros.
Modesto é também o comércio alimentar e não alimentar local, que apenas fornece os bens de primeira necessidade.
Em Anhões existe uma rede pública de distribuição domiciliária de água, proveniente de nascente e que é suficiente todo o ano. Não há rede de saneamento e as águas residuais são depositadas em fossas sépticas. A recolha do lixo, que cobre 60% da freguesia, é feita em contentores e uma vez por semana.
No que diz respeito ao ensino, o equipamento escolar de Anhões é composto por uma escola pública de ensino básico do 1.º ciclo. Os alunos dos restantes escalões escolares têm de deslocar-se a Monção.
O sistema de assistência médica da freguesia não conta com qualquer estabelecimento de saúde pelo que, tendo em atenção a distância a que se encontra a sede do concelho, são sentidas grandes carências da população neste sentido.
A este propósito, um dos autarcas considera que um dos problemas mais graves e que mais afectam o futuro da freguesia, é precisamente a falta de uma extensão de saúde ou de um posto médico mais próximo. Acrescenta ainda que a sede da Junta de Freguesia tem instaladas as infra-estruturas necessárias para o Centro de Saúde, mas devido à falta de médicos e sobretudo à falta de apoio político, a questão continua por resolver.
Na área do desporto, o panorama também não é muito animador, pois não existem infra-estruturas que incentivem as práticas desportivas e apenas é posta em destaque a “Associação de Caça Desportiva do Bonfim”. No campo da cultura e do lazer a freguesia está dotada de uma sala de espectáculos, local destinado à realização de várias actividades e um salão de festas.
O património cultural e edificado de Anhões é constituído pela Igreja Paroquial, Mosteiro e Capela do Senhor do Bonfim que constituem um dos pontos fortes de atracção da freguesia. Há ainda que fazer referência à beleza da paisagem, destacando as margens do rio Gadanha, da nascente deste rio, o turismo rural na Serra d’Antas, o seu parque de merendas e as vistas panorâmicas observadas de toda a freguesia. No artesanato, sobressaem os trabalhos de tecelagem em linho e lã.
Apesar deste interesse turístico, a freguesia possui apenas uma unidade de turismo em espaço rural. A Junta de Freguesia chama a atenção para as características da zona em que a povoação de Anhões está inserida e para as suas condições excelentes que poderiam ser aproveitadas em prol do turismo rural.


 

FREGUESIA DE LUZIO

 

Informação Sumária

Padroeiro:  S. Veríssimo.
Habitantes: 120 habitantes (I.N.E.2011) e 192 eleitores em 05-06-2011.
Sectores laborais: Agricultura e pecuária e construção civil.
Tradições festivas: Nossa Senhora do Desterro (último domingo de Julho).
Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial e Capela de Nossa Senhora do Desterro, Crasto de S. Paio, belezas ribeirinhas do rio Gadanha, vistas panorâmicas observadas de vários locais da Freguesia.
Gastronomia: Cabrito assado no forno à moda de Luzio.

 

Aspectos Geográficos

A freguesia de Luzio, estende-se em grande parte pela serra da Anta. Ocupa uma área de cerca de 618 ha. Dista quinze quilómetros da sede do concelho. Confronta com Trute e Lordelo a norte, Anhões a nascente, as freguesias de Extremo e Álvora (do concelho de Arcos de Valdevez) a sul, e Portela (Monção), a poente. Divide-se em dois lugares principais: Luzio (composto pelos pequenos lugares de Ínsua, Portal, Paço, Outeiro, Luzenças, Pisado, Calastreiro e Trozinhos) e Leiradelo (subdividido por Igreja, Casbeiro, Tola, Bouças, Beçada, Fonte e Casal).
Segundo alguns autores, o topónimo Luzio deriva de lampião, luz.
Resenha Histórica
Foi primeiramente do padroado real, mas em 1308 D. Dinis trocou-a por outra com D. João Fernandes de Sotto Maior, bispo de Tui. Passou depois a ser padroado das freiras franciscanas de Monção e, posteriormente (com a ida destas religiosas para o mosteiro da Conceição, em Braga), dos arcebispos bracarenses.
Duas partes da freguesia eram couto, marcado, anexo ao de S. Fins, no que tocava ao cível, e no crime pertencia a Monção. Pagava à câmara desta vila vinte e nove mil réis de fumagens (antigo imposto sobre as casas onde se acendia o lume), não estando sujeita a outras obrigações.
Os habitantes de Luzio estavam isentos da prestação do serviço militar e de marcharem para a guerra. No entanto, havendo a entre Portugal e a Galiza, corria por exclusiva conta dos Luzienses defender o vau da Estaca, no rio Minho, abaixo de Lapela.
Cada morador pagava de reconhecimento ao mosteiro de S. Fins, anualmente, qua­tro ovos, um cabrito, três dias de serviço e dez réis em dinheiro. Os meios-fogos (aqueles cujo chefe é viúvo ou solteiro), metade.
Quando aqui viesse o rei, o povo da al­deia, obrigado a imposto especial de visita, dava-lhe uma vaca. Se o monarca trouxesse o filho, então a desobriga era de vaca e meia.
A igreja paroquial de Luzio é muito antiga, em estilo barroco. A Capela da Senhora do Desterro é simples, remontando a sua construção a 1821. São aqui venerados Nossa Senhora do Desterro e S. Paio, com festejos no último domingo de Julho.
No lugar de Leiradelo, a capelinha e as alminhas em honra de Nossa Senhora de Fátima são de construção recente.
No livro “Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais / Torre do Tombo”, pode ler-se na integra:
« Na lista das igrejas situadas no território de Entre lima e Minho, elaborada por ocasião das inquirições de D. Afonso III, em 1258, é citada como uma das Igrejas do bispado de Tui. Era do padroado real.
No catalogo das, mesmas igrejas mandado elaborar pelo rei D. Dinis em 1320. S. Veríssimo de Luzio foi taxada em 30 libras. Enquadrava-se no arcediagado de Cerveira.
Em 1444. D. João I conseguiu do papa que este território fosse desmembrado do bispado de Tui. passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Neste ano o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu ao bispo de Ceuta a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513. o papa Leão X aprovou a permuta.
No registo da avaliação dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença, organizado entre 1514 e 1532, pelo arcebispo de Braga, “Luzio” rendia 42 réis.
Na avaliação das mesmas igrejas. elaborada no tempo ele D. Manuel de Sousa (1545-1549) pelo, vigário Rui Fagundes, São Veríssimo de Luzio é referida conjuntamente com S. Tiago de Anhões e a metade sem cura de Santo André de Taias, não se registrando qualquer valor.
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo refere-se que São Verissimo de Luzio tivera anexas as igrejas de S. Tiago de Anhões e Santo André de Taias, então denominada de “Astães”. Mais tarde, o Núncio Próspero de Santa Cruzada anexara por 10 anos a igreja de Luzio e S. Tiago de Anhões ao mosteiro de freiras de S. Bento de Viana. Santo André de Taias estava então anexada a Santa Maria de Abedim.
Segundo Américo Costa S. Veríssimo de Luzio foi vigairaria da apresentação do mosteiro de S. Francisco de Monção e depois do mosteiro da ela Conceição de Braga.
Em termos administrativos, a freguesia de Luzio, fez parte, em 1755, da comarca de Viana e, em 1839, era de Monção».
Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias-Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.
251 668 031
uniaoanhoeseluzio@gmail.com
 
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